domingo, 28 de junho de 2009

IGREJA E PODER NA IDADE MÉDIA

Fique de olho...
Por: Elizandra Coutinho
A forte religiosidade foi uma das principais características da cultura medieval. A sociedade no contexto da Idade Média tinha em Deus o centro de suas preocupações. A Igreja Católica apresentava-se como intermediária entre Deus e os homens. Gozava portanto, de grande poder e prestígio: influenciava nas decisões políticas dos reinos, interferia na elaboração das leis e estabelecia padrões de comportamento moral para toda sociedade.
Como religião única e oficial e como forma de manter seu poder a Igreja Católica não permitia opiniões e posições contrárias aos seus dogmas considerados verdades incontestáveis. Aqueles que desrespeitavam ou questionavam as decisões da Igreja eram perseguidos e punidos. Na Idade Média, a Igreja Católica criou o Tribunal do Santo Ofício, chamado também de Tribunal de Inquisição para combater todos os contrários à religião católica, considerados hereges. A inquisição prendeu, torturou e mandou para a fogueira milhares de pessoas que não seguiam às ordens da Igreja.
Por outro lado, alguns integrantes da Igreja Católica foram extremamente importantes para a preservação da cultura. Os monges copistas, por exemplo, dedicaram-se a copiar e guardar os conhecimentos das civilizações antigas, principalmente dos gregos. Graças aos monges, esta cultura se preservou, sendo retomada na época do renascimento cultural. Enquanto parte do alto clero (bispos, arcebispos e cardeais) preocupavam-se com as questões políticas e econômicas, muitos integrantes da Igreja Católica colocavam em prática os fundamentos do cristianismo. Os monges franciscanos, por exemplo, deixaram de lado a vida material para dedicarem-se aos pobres.
A cultura na Idade Média foi então, muito influenciada pela religião católica. As pinturas, esculturas e livros eram marcados pela temática religiosa. Os vitrais das igrejas traziam cenas bíblicas, pois era uma forma didática e visual de transmitir o evangelho para uma população quase toda formada por analfabetos. Outra forma de transmitir as informações e conhecimentos religiosos foi à música. Um instrumento simples e interessante que atraiu muitos fiéis.

ATIVIDADE PROPOSTA

Foi proposto aos alunos que representassem a relação igreja e sociedade durante a Idade Média a partir de uma história em quadrinhos. Os trabalhos foram apresentados à turma que elegeram os três que mais gostaram para postagem no blog.


História produzida pela aluna: Luíza Athouguia Abdalla


História produzida pela aluna: Larissa Azevedo de Souza

História produzida pelas alunas: Maria Antonia Campos Torres e Flávia Souza Pinheiro


segunda-feira, 11 de maio de 2009

IDADE MÉDIA - O FEUDALISMO


FIQUE DE OLHO...
Por: Elizandra Coutinho Marucci



As invasões bárbaras nas regiões antes ocupadas pelo Império Romano do Ocidente trouxeram para Europa um novo cenário político, econômico e social. Essa nova realidade significou o fim da Idade Antiga e deu início a um período denominado pelos historiadores de Idade Média, que se instaurou no fim do século IX e permaneceu até meados do século XIV.
Entre as mudanças ocorridas destaca-se a formação de inúmeros novos reinos que foram estruturados por diversas propriedades rurais denominadas feudos. Os feudos consistiam-se em grandes "fazendas" que pertenciam, pelo menos figuramente, ao rei. Mas, que eram comandadas pelos senhores feudais, nobres escolhidos pelos reis que em troca das terras recebidas juravam-lhe lealdade e tinham a missão de fazer daquela "fazenda" uma propriedade produtiva. Essa mesma relação era estabelecida entre as pessoas escolhidas pelos senhores feudais para trabalharem nas terras que haviam recebido do rei - os chamados servos.
Dessa forma, o senhor feudal devia obediência ao rei, mas tinha autonomia sobre suas terras, que produzia tudo o que era necessário à sobrevivência de seus habitantes. Já os servos deviam obediência aos senhores feudais, uma vez que em troca de um pequeno pedaço de terra chamado "tenência", onde moravam e tiravam seu sustento através da agricultura e da criação de animais, pagavam uma série de impostos. Dentre os impostos que pagavam existia: a "talha" que consistia na entrega de uma porcentagem do que produziam ao senhor feudal; a "corvéia" que era o trabalho obrigatório nas terras exclusivas do senhor feudal; e as "banalidades" que consistiam no pagamento pelo uso de instrumentos de trabalho e das áreas de dependência comuns como o moinho, as pontes, os celeiros, etc.
O feudo estava, portanto dividido em unidades, marcadas pelos diferentes grupos e as funções que exerciam. O feudo senhoril era de uso exclusivo do senhor feudal e da sua família, assim como, da guarda pessoal do feudo, composta por cavaleiros. Nesta parte ficava o castelo e as terras de plantio do senhor feudal. O feudo servil era composto por vários lotes de terras entregues aos servos, onde moravam e realizavam suas plantações. E havia ainda o feudo comunal, formado por bosques e pastos usados tanto pelos servos como pelo senhor feudal. As estruturas físicas dos feudos acompanhavam assim, a divisão social marcada pela relação suseranos e vassalos.

ATIVIDADE PROPOSTA

Após o estudo detalhado sobre o início da Idade Média e a formação do Feudalismo europeu, foi proposto aos alunos que realizassem um desenho ilustrando a estrutura física de um feudo.
Os desenhos foram realizados e avaliados individualmente. Para postagem no blog foi realizada uma eleição entre os próprios alunos, onde estes elegeram os desenhos que melhor representavam o conteúdo trabalhado.
Segue no menu "A estrutura física de um feudo", os desenhos selecionados e seus respectivos autores.

A ESTRUTURA FÍSICA DE UM FEUDO

Desenho produzido pela aluna: Flávia Souza


Desenho produzido pela aluna: Maria Antônia Campos Torres


Desenho produzido pelo aluno: Antônio de Oliveira Martins


Desenho produzido pela aluna: Larissa Azevedo de Souza


quinta-feira, 23 de abril de 2009

APRESENTAÇÃO DA ATIVIDADE PROPOSTA

Estes resumos são resultados de uma produção de texto realizada pelos alunos em sala de aula. Divididos em grupos tiveram como referência para a produção dos resumos, pesquisas realizadas na internet e o livro adotado pela Escola: VICENTINO, Cláudio. Viver a História – Ensino Fundamental 6ª série. São Paulo: Scipione, 2006. Assim como, debates realizados sob a orientação da professora Elizandra. Os alunos tiveram tempo para revisar o trabalho e estarão sendo avaliados pelo que conseguiram pesquisar e produzir.

TEMA: O IMPÉRIO BIZANTINO

Texto1
Alunos(as) responsáveis pelo resumo: Flávia Souza, Raíssa Mendes, Antônio Oliveira, Amanda Medeiros, Larissa Azevedo, Marcus Vinícius, Arthur dos Santos.

Bizâncio era uma cidade que ficava entre o Oriente e o Ocidente, entre o Mar Negro e o Mediterrâneo. Ficava na área que separa a Ásia da Europa sendo assim, passagem obrigatória entre os dois continentes. Cidade portuária que tinha grande importância militar em razão de possuir saída para o mar de dois lados.
Por causa de sua localização, Bizâncio teve uma enorme importância econômica e militar. O governo tinha a intenção de buscar estabelecer o domínio administrativo tentando dominar o Oriente. Constantino tomou a decisão de tornar Bizâncio em capital do Império, construindo vários monumentos de adoração como templos, etc. Em homenagem ao imperador a cidade passou a se chamar Constantinopla.
Após a morte do sucessor de Constantino, Teodósio, em 395, o Império Romano foi dividido em uma região ocidental com sede em Roma e outra oriental sediada em Constantinopla. Cada uma das regiões ficara sob o governo dos filhos do imperador: Honório imperador do Ocidente e Arcádio imperador do Oriente.
Vale destacar ainda sobre o governo de Constantino, a conversão deste ao cristianismo. Religião criada na Palestina, no século I d. C. que passou a ocupar um importante papel na História do Império Romano, uma vez que rapidamente foi difundida entre a população que via no Cristo a esperança de uma vida melhor. Esta religião foi incorporada como religião oficial do Império Romano durante o governo de Constantino e de Teodósio. Atitude que visou buscar nos fiéis e no poder da Igreja aliados ao Império que já sofria com a crise interna,e com ameaças de invasões.
Mas, apesar das estratégias criadas pelos imperadores, na tentativa de evitar o fim do Império, isto não foi possível. A parte ocidental foi completamente tomada e controlada pelos povos bárbaros. De acordo com historiadores europeus o marco histórico desse acontecimento foi de 476 d.c, quando Odorado chefe dos herulos comandou a tomada de Roma. Contudo, o Império Romano do Oriente permaneceu firme e poderoso dando origem a uma civilização cristã de idioma grego e com uma cultura muito peculiar que ficou conhecida como civilização bizantina.
O mais destacado governante de Bizâncio foi Justiniano que reinou de 527 a 565. Justiniano tentou reunir as duas metades do antigo Império Romano mas, não teve sucesso pois a porção ocidental já estava muito abalada por causa das invasões dos povos "bárbaros".
Na época de Justiniano além das conquistas territoriais e de um enorme progresso econômico que beneficiou principalmente uma elite de grandes proprietários, foram atualizadas também as antigas leis romanas. Isso gerou a elaboração do código Justiniano, ou o "corpo de leis civis”, conhecido na Idade Média como o: Corpus Juris Civilis. Por uso desse código, foram preservadas muitas leis e tradições romanas, que depois serviram de base para o Direito Moderno do Ocidente.
O código Justiniano determinava diversas leis, como por exemplo, que o imperador tinha poderes sem limites da posse da igreja e de imensas construções. O código determinava também que parte dos bens do povo seria de posse da igreja, onde ninguém poderia mexer. Assim, quem não tinha posse acabava marginalizado, excluído e era obrigado a pagar diversos tributos que eram passados de forma hereditária.
Outro feito do Imperador Justiniano foi a restauração do templo da igreja de Santa Sofia. Monumento que possui uma arquitetura fantástica e que serve de exemplo para algumas construções hoje em dia.
Embora o Império tivesse passado por momentos de riquezas e conquistas, havia uma parcela significativa da população insatisfeita pela grande quantidade de impostos que pagavam ao governo. Esta situação resultou em uma rebelião ocorrida em Constantinopla, no ano de 532, revolta chamada de “Levante de Nika”, pois os manifestantes gritavam "vitória". Nika, quer dizer vitória.
Após Justiniano, poucos foram os imperadores que conseguiram manter as fronteiras do império Bizantino. Com a sua morte foram ocorrendo várias invasões estrangeiras que aliado as dificuldades econômicas, significou uma grave crise interna. Situação que foi intensificada com a invasão e conquistas dos Árabes na região.

Texto2
Alunos(as) responsáveis pelo resumo: Luiza Abdalla, Maria Elisa Fonseca, Maria Eduarda Lomba, Tabatha Lamy, Bruna Fernandes, Felipe Sampaio, Hugo Freitas.

O Império Romano era muito grande e estava localizado nos continentes europeu e asiático e tinha como sua capital, Roma.
Em 330, a cidade de Bizâncio começou a se destacar na economia devido a sua localização, então, Constantino, que era o Imperador na época resolveu transformar Bizâncio na capital do Império Romano e mudou o nome da cidade para Constantinopla em sua homenagem.
Depois, em 395 o Império romano foi dividido em uma região ocidental, com a sede em Roma, e outra oriental. O Império do Oriente ficou conhecido como Império Bizantino.
O Império Bizantino, ou Império do Oriente, tinha como capital Constantinopla (Bizâncio), que hoje é Istambul, na Turquia. Bizâncio estava localizada entre os continentes Europeu e Asiático e entre os mares Negro e Mediterrâneo. Por isso, o comércio marítimo era muito intenso e forte, como o comércio de dentro da cidade, sendo passagem quase obrigatória entre os dois continentes. Era cidade portuária e de grande importância militar.
Quando houve a divisão, o cristianismo ganhou força no Império Bizantino, porque foi tolerada a religião no império, pois ela acabou relacionando-se com a política. O cristianismo também se dividiu em duas igrejas, a do Ocidente e a do Oriente.
A Igreja do Oriente ficou conhecida como Ortodoxa, que não acreditava em imagens, não concordava com suas adorações e acreditava que Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, era um só Deus. Além disso, ela aboliu os poderes do Papa, tornando o Imperador um líder político e religioso. Já a igreja do Ocidente ficou conhecida como Igreja Católica Apostólica Romana, que concordava em adoração de imagens, acreditava que Deus Pai, Filho e Espírito Santo eram seres diferentes e tinham como líder religioso o Papa. Ambas igrejas eram monoteístas, pois acreditavam em um único deus. Porém na igreja do Ocidente, Deus era visto na forma de três pessoas, formando a Santíssima Trindade, ou seja, Pai, Filho e o Espírito Santo.
Após a divisão entre Império Romano do Oriente e do ocidente, um dos imperadores que se destacou no Oriente foi Justiniano. Ele através de conquistas territoriais tentou reunificar o Império Romano, porém não obteve sucesso, pois a parte do Ocidente já estava dominada pelos povos bárbaros.
A seguir, Justiniano criou um código de leis escritas – O Código Justiniano, que serviram para manter a ordem e organização do Império. Essas leis interferiram também na religião, pois elas modificaram o culto e as práticas cristãs daquela região. Nesse Código estava ainda revelada a associação do controle da igreja com o poder do Imperador. Sua importância segue até aos dias atuais já que se tornou base para as nossas leis.
O Império Bizantino, então, cresceu muito, pois Justiniano também conquistou territórios. Com isso, cresceu também a população, as revoltas e invasões e, para ter um melhor controle, o Imperador teve que aumentar o exército. Para sustentá-lo, tiveram que aumentar os impostos, causando revoltas da população, desestruturando o Império e causando crises internas.
Diante disso, os povos invasores aproveitaram para tentar novas conquistas. Dentre as invasões o Império Bizantino foi dominado pelos povos Árabes, que começaram dominando pequenas áreas até conseguirem todo Império. Eles deixaram a população com sua cultura, porém eles não podiam pregar nem divulgar sua religião, tinham de aprender a língua dos Árabes, participar de suas cerimônias religiosas e servir aos líderes. Assim, a região antes dominada pelo Império Bizantino passou a fazer parte do chamado “Mundo Árabe”.